Eu queria ter postado beeem antes, sabe, eu tinha tanta coisa para falar…
Por exemplo: terça feira foi um dos melhores dias da minha vida; conheci o Kiko Loureiro, do Angra, eu e meu irmão… Conversamos com ele, tiramos fotos, e tudo mais. A noite, estava tudo ótimo, dormimos bem… As 6h da manhã da quarta, meu pai pediu se eu queria ir à aula. Eu lhe disse que não.
Então, algumas horas, ou quem sabe minutos depois, acordei de meu sono com meu pai gritando ao telefone, como ele sempre grita rs. Minha avó materna havia morrido.
Nao consegui fazer nada. Apenas olhei meu irmao, que dormia na cama ao lado, e virei para a parede, chorando que só. Eu pensei em tudo: que havia sido um engano, que ela só estaria mal, e tudo mais.
Depois, quando fomos para Medianeira, vários parentes estavam lá, mas eu ainda não acreditava.
Foi a cena mais “interessante” da minha vida: encontrei minha prima, Alana, e abracei-a com toda a força, ambas chorando. Logo, senti minha outra prima, Raine, abraçada também, e todas chorando, agora. Nós três, o “trio dinâmico”. Sempre juntas, a gente. Sempre mesmo. Sempre com a minha avó, também.
Isso doeu tanto na gente quanto nos filhos e em meu avô.
Depois de tanta tristeza, de a ter tocado fria, morta, o momento mais triste foi quando estavam pondo os últimos tijolos da gaveta dela. Eu nunca mais a tocaria, estando ela viva ou morta, nunca mais. Depois daqueles tijolos, nada poderia tira-la lá de dentro, eu nunca mais a tocarei, nunca. É a primeira vez que posso dizer nunca com certeza absoluta. Mas espero encontrá-la lá em cima.
Um dia ótimo, dois dias horríveis, os piores. Agora, o que me sobra, e também a todos que realmente amavam ela, é rezar por ela, é continuar guardando cada segundo de sua existência numa parte especial do coração. É o que resta, não?
Mas ela está melhor do que nós, agora, e isso basta.
Agora, paro por aqui. Logo, logo, farei um post interessante, esquecendo as emoções dos últimos dias.
Abraços. See ya. Ou não.
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