Arquivo para Junho, 2009

30
Jun
09

Hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos!

Não sou muito fã do Lulu Santos, mas essa foi a primeira música que me veio a cabeça quando eu pensei “poxa, quase férias… o tempo voa!”. E o cara é bom.

De verdade, eu sinto como se hoje fosse mês passado. O tempo voou, as ampulhetas escorrem uma hora como num segundo, e os ponteiros parecem estar disputando quem chega mais rápido com o Usain Bolt. Eu não sei o que está acontecendo com o mundo.

Mil trabalhos para fazer, entregar, e mal acredito que não fiz todas as provas deste bimestre, ainda!

O que está acontecendo comigo pode ser apenas um efeito retardado da onda do pouco-tempo que já é bem conhecida de tantos. Se durmo bastante, parece-me que perdi o tempo para fazer certas coisas. Se durmo pouco, parece-me que deveria dormir mais ao invés de preocupar-me tanto com outras coisas. E fica ainda mais explícita a estranheza do ser humano.

Será que estamos, todos, dando o tempo certo para as coisas certas? Vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir. Tempos Modernos só pode continuar ficando mais e mais atual.

Eu quero plantar árvores, vou passar horas ouvindo minhas músicas favoritas e lendo Dostoievsky, admirando as árvores que teria plantado. Tento, mas não consigo adaptar-me a esse mundo onde tudo o que é fútil vale muito, e tudo que é belo é considerado fútil.

Tento abandonar pedaços do meu coração romântico, mas ele é jovem e não sabe se educar. Continua esperando o romantismo a cada esquina, como se um dia fosse chegar. Mas, pelo jeito, um amor só começa se tiver saído da clínica. Será que esqueceram que o cérebro e o coração ficam mais para cima da bunda?

Sobram alguns que ainda acreditam na beleza das coisas. Não sei onde. Escondem-se? Conheço poucos que acham na beleza das palavras o aroma de uma das mais aromáticas flores. Ficamos na sarjeta da sociedade, sonhando e bebendo a boa vida. Ficamos na sarjeta, na marginal, mas devo lembrar-lhes que não esquecemos o sentido da vida. E garanto-lhes, caríssimos, que está longe de ser o dinheiro.

Sim, meu coração é jovem, e eu, tão jovem quanto. Talvez eu mude, talvez apenas amadureça um pouco mas não mude de sentimento. E espero não mudar. É na efervescência da juventude que as coisas fazem sentido e têm mais intensidade. Deve ser bom ter a mente jovem para sempre, ou, pelo menos, até ter uma idade avantajada.

Espero que até lá eu pare o tempo, mude a direção do vento, faça chover. Mude o mundo, leve meus projetos a fundo, ajude alguém a pensar. Me apaixone recíprocamente, seja feliz com alguém, me machuque, volte a me apaixonar. Espero que até lá me acerte com os ponteiros e ajude alguém a se acertar. Amadureça, cresca, mas continue pequena na imensidão do imenso infinito.  E termine mais textos como este com a alma de poetisa florescendo.
Boa semana para todos. E pensem no que estão fazendo com o tempo. Um dia ele acaba.

29
Jun
09

Michael morreu, mas não eu! [?]

Olá, queridos. Embora este título possa ter soado provocador, apenas foi uma forma de chamá-los para a volta deste muquifo. Isso mesmo. Estou oficialmente voltando a postar nessa bodega.

Eu passei um puta longe, não é? Mas não se preocupem. Aqui estou eu. E garanto que nem sentiram minha falta – afinal, isto aqui está às moscas.

O que não é de todo ruim, estar às moscas. Quem sabe elas leiam e façam algum comentário relevante. E essas moscas terão o privilégio de acompanhar as mudanças que estão por vir!

Eu tenho uma porrada de rascunhos guardados aqui no arquivo do blog. Pretendo postar uma parte deles. E, bem, quando se atualiza constamente, se recebe visitas constantemente. E caso ninguém apareça aqui do mesmo jeito, bem, eu sempre estarei aqui para ler a mim mesma. E propagandear também não mata.

Então, galera, fiquem prontos para esta nova fase.

Até, galerë!.

29
Jun
09

Michael Jackson, a Polêmica Fútil (e hipócrita)

Olá, docinhos, voltei hoje e a todo o vapor. Quando a gente deixa de escrever, trava, enferruja. Então, melhor é escrever sem parar. Há coisas que não chegam a ser usáveis/publicáveis, mas…

Mas o assunto principal do post não é esse, óbviamente. Há necessidade de introduzir o assunto? Ok, pelo bem dos ensinamentos passados por professoras de português: o assunto deste post será o polêmico Michael Jackson.

Sou de um blog diferente – o meu -, ou seja, nada de ficar postando homenagens, procurar notícias, fotos, e mimimi sobre o MJ. Sinceramente, há coisa mais falsa do que essa?

Olha, sem querer, chego a um dos pontos que quero tratar sobre: a falsidade. Eu diria a puta falsidade, mas dizem que não é tão bom encher o texto de expressões coloquiais.

Até quarta-feira da semana passada, quantas vezes alguém falava algo sobre o Michael Jackson na mídia? Ok. E quantas vezes as músicas dele tocavam na rádio, em carros que passam na avenida, na TV, e etc? Ok.

Então, o cara morre. Uma lástima. Um fato tristíssimo para todos. Mas não para a mídia, que vai poder passar um bom mês sem precisar pensar sobre que matérias levarão ao ar para encher mais um pouco da linguiça. Sinceramente, os únicos afetados diretamente com esse fato são a família, os fãs de verdade e a música pop.

Você só conhecia Thriller até quinta-feira e sentiu afetadíssimo com a notícia? Ótimo, bem vindo ao lado hipócrita da força.

Essa preocupação momentânea e exagerada para cima de alguém que a mídia esculachava aos poucos até alguns meses atrás enoja-me.  Aliás, a mídia enoja-me. Enoja-me bem mais do que as pessoas normais que se sentem afetadas pela morte sem motivos.

Alguns pensem, talvez, que digo tudo isso pois não gosto do falecido. Estão errados. Eu acho realmente uma lástima, mas não cheguei a ficar triste e mimimi. Eu mal conheço dez músicas dele. Sei superficialmente o que aconteceu na sua vida. Mal sei quem ele é!, como posso sentir-me triste?

Outro fato interessante é o poder que os seres humanos têm de se sentirem juízes.

Sim, pois já ouvi uns quinhentos julgamentos quanto à “vida e obra” do Jackson desde sua morte. Os melhores julgamentos vêm daqueles que mal sabem o nome do dito.

Aqueles que não conhecem nada de sua infância sofrida, de seus problemas de saúde e psicológicos. E eu procuro manter-me calma, mas, infelizmente, sempre acabo defendendo. Quer dizer, eu não gosto de julgar. Como ser humana eu julgo, e julgo bastante, mas, em casos como esses eu não quero julgar. Mas com a ignorância e a sensação de sabedoria extrema, eu não consigo simplesmente ficar quieta, acomodada e balançando a cabeça.

Somando-se a hipocrisia e o julgamento precoce e inconsciente, também temos a desnecessariedade. Ele morreu, ele foi polêmico, foi importante para a música pop. Rest In Peace. Pronto. Já está gelado a uma hora dessas. Chega, né? Quer dizer, cubram o velório/enterro e mimimi, mas não lambam tanto, e não lambam tanto hipócritamente, o que é pior.

Falam tanto disso, como se o Senado tivesse ficado limpo nesse período de luto. Eu queria que falar que o Senado está como está adiantasse em algo, queria que as pessoas fizessem algo para mudar, mas isso geralmente não acontece, porém, passar essas informações constamtente, à medida que acontecem, é extremamente importante. É O PAPEL DA IMPRENSA. É O PAPEL DO JORNALISTA.

Aliás, jornalista o qual não precisa mais ter diploma. Grande coisa. Como se os diplomados que fazem os jornais hoje em dia fossem bons. Falta a vergonha na cara da imprensa, que coloca qualquer futilidade, qualquer fato irrelevante e maquiado a frente de coisas que realmente interessam e afetam os telespectadores.

Empolgo-me facilmente ao dizer o que penso. Então, devo encerrar esse post por aqui. Deixo aqui a opinião sobre o Michael Jackson em forma de protesto e admiração, e até de homenagem, e o recado: nós, os vivos, que continuemos nossas vidas pensando nos vivos, e tentando melhorar a vida dos que estão vivos.

Até mais, queridos.