Olá, docinhos, voltei hoje e a todo o vapor. Quando a gente deixa de escrever, trava, enferruja. Então, melhor é escrever sem parar. Há coisas que não chegam a ser usáveis/publicáveis, mas…
Mas o assunto principal do post não é esse, óbviamente. Há necessidade de introduzir o assunto? Ok, pelo bem dos ensinamentos passados por professoras de português: o assunto deste post será o polêmico Michael Jackson.
Sou de um blog diferente – o meu -, ou seja, nada de ficar postando homenagens, procurar notícias, fotos, e mimimi sobre o MJ. Sinceramente, há coisa mais falsa do que essa?
Olha, sem querer, chego a um dos pontos que quero tratar sobre: a falsidade. Eu diria a puta falsidade, mas dizem que não é tão bom encher o texto de expressões coloquiais.
Até quarta-feira da semana passada, quantas vezes alguém falava algo sobre o Michael Jackson na mídia? Ok. E quantas vezes as músicas dele tocavam na rádio, em carros que passam na avenida, na TV, e etc? Ok.
Então, o cara morre. Uma lástima. Um fato tristíssimo para todos. Mas não para a mídia, que vai poder passar um bom mês sem precisar pensar sobre que matérias levarão ao ar para encher mais um pouco da linguiça. Sinceramente, os únicos afetados diretamente com esse fato são a família, os fãs de verdade e a música pop.
Você só conhecia Thriller até quinta-feira e sentiu afetadíssimo com a notícia? Ótimo, bem vindo ao lado hipócrita da força.
Essa preocupação momentânea e exagerada para cima de alguém que a mídia esculachava aos poucos até alguns meses atrás enoja-me. Aliás, a mídia enoja-me. Enoja-me bem mais do que as pessoas normais que se sentem afetadas pela morte sem motivos.
Alguns pensem, talvez, que digo tudo isso pois não gosto do falecido. Estão errados. Eu acho realmente uma lástima, mas não cheguei a ficar triste e mimimi. Eu mal conheço dez músicas dele. Sei superficialmente o que aconteceu na sua vida. Mal sei quem ele é!, como posso sentir-me triste?
Outro fato interessante é o poder que os seres humanos têm de se sentirem juízes.
Sim, pois já ouvi uns quinhentos julgamentos quanto à “vida e obra” do Jackson desde sua morte. Os melhores julgamentos vêm daqueles que mal sabem o nome do dito.
Aqueles que não conhecem nada de sua infância sofrida, de seus problemas de saúde e psicológicos. E eu procuro manter-me calma, mas, infelizmente, sempre acabo defendendo. Quer dizer, eu não gosto de julgar. Como ser humana eu julgo, e julgo bastante, mas, em casos como esses eu não quero julgar. Mas com a ignorância e a sensação de sabedoria extrema, eu não consigo simplesmente ficar quieta, acomodada e balançando a cabeça.
Somando-se a hipocrisia e o julgamento precoce e inconsciente, também temos a desnecessariedade. Ele morreu, ele foi polêmico, foi importante para a música pop. Rest In Peace. Pronto. Já está gelado a uma hora dessas. Chega, né? Quer dizer, cubram o velório/enterro e mimimi, mas não lambam tanto, e não lambam tanto hipócritamente, o que é pior.
Falam tanto disso, como se o Senado tivesse ficado limpo nesse período de luto. Eu queria que falar que o Senado está como está adiantasse em algo, queria que as pessoas fizessem algo para mudar, mas isso geralmente não acontece, porém, passar essas informações constamtente, à medida que acontecem, é extremamente importante. É O PAPEL DA IMPRENSA. É O PAPEL DO JORNALISTA.
Aliás, jornalista o qual não precisa mais ter diploma. Grande coisa. Como se os diplomados que fazem os jornais hoje em dia fossem bons. Falta a vergonha na cara da imprensa, que coloca qualquer futilidade, qualquer fato irrelevante e maquiado a frente de coisas que realmente interessam e afetam os telespectadores.
Empolgo-me facilmente ao dizer o que penso. Então, devo encerrar esse post por aqui. Deixo aqui a opinião sobre o Michael Jackson em forma de protesto e admiração, e até de homenagem, e o recado: nós, os vivos, que continuemos nossas vidas pensando nos vivos, e tentando melhorar a vida dos que estão vivos.
Até mais, queridos.