Que lindo esse título, não? Uma genuína frase preconceituosa!
Antes de vocês começarem a jogar as pedras, deixem-me explicar, por favor. Eu apenas utilizei estes famosos insultos como exemplo para ilustrar como o preconceito corre boca a boca.
Que atire a primeira pedra quem nunca chamou alguém de viado com a intenção de ofender. Antes que surjam as pessoas com pedras na mão, sejamos sinceros… São poucas as pessoas que podem dizer que têm um passado limpo de preconceito. Eu não me incluo neste grupo.
Mesmo querendo dizer que nunca chamei ninguém assim, “imagina!”, não é legal enganar os próprios leitores, e devo dizer que até para aqueles que são contra esse tipo de ofensa, como eu, é difícil não chamar, nunca.
Novamente lá vou eu com essa história da sociedade. Desculpem-me, pode estar ficando chato ou repetitivo, mas é isso mesmo. Muitas pessoas são crentes de que há uma, duas décadas atrás, ou quem sabe uns 50 anos, não existiam homossexuais. Existiam, mas era algo totalmente considerado um tabu; ou seja, era pior ser homossexual do que hoje. Assim como ser negro: mesmo tendo muitas influências dos africanos, e tudo mais, ainda existe o racismo por parte dos brancos, e até de alguns negros. Por que? Porque como os homossexuais, são minoria (talvez, também, pela Lei do Branqueamento sancionada há tantos anos atrás – muitos anos mesmo). Isso, claro, na minha visão.
Perguntei a alguns adolescentes o que eles acham sobre isso. Rafael G., 16 anos, ao ser perguntado sobre o que acha do preconceito no Brasil, diz “Preconceito no Brasil, pode ser encarado como falta de cultura e/ou educação, ou ignorância mesmo, mas prefiro ficar com a falta de cultura e/ou educação”. Alissa Munerato, 15, comenta: “Preconceito é preconceito não importa onde. No Brasil o nível de preconceito é menor do que nos outros lugares, porque existe mistura de raças. Na minha opinião, preconceito é consequencia da globalização”. Erick, 14, acha que “Qualquer forma de preconceito é burra, e na maioria das vezes não têm base lógica. Quem tem preconceito, geralmente se apóia em argumentos furados. Não apenas no Brasil, isso vale pra todo o mundo”. Pondo estas opiniões de um quadro, podemos ver que os adolescentes de hoje têm uma idéia formada sobre o preconceito; consequencia do trabalho que alguns professores fazem na escola, ou até mesmo um pensamento hereditário – e, ao meu ver, correto.
Geralmente o preconceito é causado pela ignorância, não conhecer direito as diferenças do outro. Também, mas menos freqüentemente, é causado pelo seguimento de uma ideologia – como a ideologia nazista, que os skinheads seguem.
Levando em conta isso, como pergunto: por que chamar outra pessoa de viado, gay (homossexual), ou até mesmo “nego” ofende tanto? Alissa diz que “Ofende porque não estamos acostumados. Humano é humano não importa onde”. E concordo com ela: não estamos acostumados mesmo, não é tão frequente. Além do mais, humano é humano em qualquer lugar. Rafael defende que “Talvez por que seja uma forma de destacar e excluir aquela pessoa, uma forma de fazê-la parecer indesejável.”. Também é válido, afinal, como disse Alissa, não estamos acostumados com isso, o que gera uma certa estranheza, levando a pessoa ofendida a se sentir excluída, ou como disse Rafael, “fazê-la parecer indesejável”. Erick, tratando especificamente de cada caso, diz: “No caso do homossexualismo, é uma opção da pessoa, ela tem de ser respeitada por isso. No caso de preconceito da cor da pele… Sem comentários, esse tipo de preconceito é totalmente burro, não vejo nenhum sentido”.
Aí está mais uma prova de que atualmente as pessoas vêm tendo uma idéia cada vez melhor sobre preconceito: vejo mais idéias formadas e concretas. O que diz que, possivelmente, essa mentalidade fechada e preconceituosa do brasileiro – e também dos outros seres humanos do mundo – será mudada. Só nos resta esperar e torcer.
Mesmo assim, este tema ainda é uma discussão em aberto, sem um rumo certo. Portanto, estou abertamente declarando este post aberto para a opinião de todos, quem sabe rendendo mais um post… Tudo depende de vocês!
E você, o que acha sobre preconceito, e como este ataca? Comente, responda!
Obrigada a você, leitor, obrigada à Alissa Munerato, Rafael Galvani e ao Erick. E também à Rafael Assis, meu maano, o qual, mesmo sem poder ter respondido, ajudou-me.
Abraços!
PS: Provavelmente, à partir de hoje, postarei às segundas, quartas ou sextas, e excepcionalmente nos fins de semana.


